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Ao mesmo tempo Sem nenhum tempo Chove: é o estado do tempo... A ver a água chuva rala Na fechada velha janela Penso em duplas adjectivações E em triplas fichas que facilitem a vida. Continuamos iguais, Sem tempo Que o tempo escasseia, Valioso que é. Encontramos e falamos Este e outro, Telecomunicamos e falamos Sem realmente nos entendermos. Até que faria sentido não falarmos, Se de tal não precisássemos para comunicarmos. Até faria sentido não nos vermos, Se de tal não precisássemos para nos entendermos. O tempo avança E nós sem ele. Como uma velha torneira avariada, Dias pingam languidamente, E, desse mesmo modo, Poças de meses vão sendo formadas, Tanques de anos vão passando, E, sem esperarmos, Um oceano de vida corre para lado nenhum. Falamos. Tentamos, pelo menos... Mas não nos entendemos. Todos os dias. Todos os dias, mais do mesmo... |
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