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"E subitamente lembrei-me...estava sozinho! De nada adiantava gritar a não ser para gastar a voz e perdê-la. Pois para nada já esta servia...p'ra quê tê-la?"


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Monday, October 29, 2007
Do mesmo...

Do mesmo tempo
Ao mesmo tempo
Sem nenhum tempo
Chove: é o estado do tempo...

A ver a água chuva rala
Na fechada velha janela
Penso em duplas adjectivações
E em triplas fichas que facilitem a vida.

Continuamos iguais,
Sem tempo
Que o tempo escasseia,
Valioso que é.
Encontramos e falamos
Este e outro,
Telecomunicamos e falamos
Sem realmente nos entendermos.

Até que faria sentido não falarmos,
Se de tal não precisássemos para comunicarmos.
Até faria sentido não nos vermos,
Se de tal não precisássemos para nos entendermos.

O tempo avança
E nós sem ele.
Como uma velha torneira avariada,
Dias pingam languidamente,
E, desse mesmo modo,
Poças de meses vão sendo formadas,
Tanques de anos vão passando,
E, sem esperarmos,
Um oceano de vida corre para lado nenhum.

Falamos.
Tentamos, pelo menos...
Mas não nos entendemos.
Todos os dias.
Todos os dias, mais do mesmo...

Posted at 06:56 pm by Slow-Driver

 

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