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"E subitamente lembrei-me...estava sozinho! De nada adiantava gritar a não ser para gastar a voz e perdê-la. Pois para nada já esta servia...p'ra quê tê-la?"


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Monday, October 29, 2007
no penedo...

desta ponta, a ver o mar
neste penedo
recortado pelo tempo
ponto de romagem do vento,
deito os olhos ao horizonte
e juro que te vejo-

brilhante, radiante e apaixonada
suspeito que és tu que
vem naquela embarcação,
trazida por ondas e marés.

vem, vem.
vieste mais cedo,
voltaste com este vento,
viajaste através de mares,
vieste mais cedo,
voas no vento,
o mesmo que pára neste penedo.

e, da mesma estacionária forma
paraste.
e, da mesma forma que o vento abraça o penedo,
abraçaste-me e amaste-me
e,
neste penedo gasto e usado pelo tempo,
fizemos o nosso leito
e nele decidimos permanecer,
imóveis, sossegados e apaixonados.

rochas aqui seremos,
unidos aqui ficaremos,
para um sempre absolutamente relativo,
unidos entre nós,
unidos com este penedo
e abençoados por um vento
que nunca nos deixará
e por um tempo que nunca nos incluirá
na sua função,
pois o mundo pode girar,
mas não nós...
pelo menos, não enquanto estivermos neste penedo...


Posted at 06:55 pm by Slow-Driver

 

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