Susana, um lago e a noite
Noite.
De pantufas e devagarinho,
foi a meu lado caindo.
Pingou, serena,
como chuva rala,
mas, decidida, avançou.
Com ela,
o teu rosto.
Nas minhas memórias gravitas
astro celeste,
fazendo teu caminho
pelo negro vácuo imenso,
onde residem as minhas ideias.
Noite.
Lado a lado estivemos.
Outras noites, outros caminhos,
vivemos soltos, uivando à lua,
nus nadando
em lagos que nos molham a alma.
[A seguir vem uma frase feita tipo cliché! Não perca!]
Águas gélidas nos aquecem,
[Foi gira não foi?]
minh'alma jamais esquecerá!
Vem comigo agora, Susana.
Retornemos ao que já fomos:
ao que eu sonhei,
ao que vivemos,
ao que já passou.
FL
Posted at 11:01 am by
Slow-Driver