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"E subitamente lembrei-me...estava sozinho! De nada adiantava gritar a não ser para gastar a voz e perdê-la. Pois para nada já esta servia...p'ra quê tê-la?"


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Thursday, June 14, 2007
Susana, um lago e a noite

Noite.
De pantufas e devagarinho,
    foi a meu lado caindo.
Pingou, serena,
    como chuva rala,
    mas, decidida, avançou.
Com ela,
    o teu rosto.
Nas minhas memórias gravitas
    astro celeste,
    fazendo teu caminho
    pelo negro vácuo imenso,
    onde residem as minhas ideias.

Noite.
Lado a lado estivemos.
Outras noites, outros caminhos,
    vivemos soltos, uivando à lua,
    nus nadando
    em lagos que nos molham a alma.
[A seguir vem uma frase feita tipo cliché! Não perca!]
Águas gélidas nos aquecem,
[Foi gira não foi?]
    minh'alma jamais esquecerá!
Vem comigo agora, Susana.
Retornemos ao que já fomos:
    ao que eu sonhei,
    ao que vivemos,
    ao que já passou.

FL



Posted at 11:01 am by Slow-Driver

 

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